sexta-feira, maio 29, 2009
Imagens
O meu amor pela fotografia começa quando, em pequeno, como todas as crianças, saltei para um cavalinho de madeira, imóvel, e o fotógrafo de serviço captou “esse instante único”, no Bom Jesus, em Braga. É das primeiras fotos que me vêm à memória. Aqueço ainda com outros momentos, do berçário, enroscado por mantas quentes e coloridas, dos finais dos anos 70. Guardo, não sei exactamente em que gaveta, uma outra, ao lado do meu único irmão de sangue, uma irmã, aliás, três anos mais nova, em que juntos, fomos apanhados em pose fraternal. Devo advertir-vos, por incrível que pareça, que até aos quatro, cinco anos, o meu cabelo era mais louro que castanho. Uma preciosidade que só uma câmara e as confidências de mãe o poderão comprovar. Já mais jovem, é com “A Câmara Clara”, de Roland Barthes, curiosamente também em Braga, que digamos, a imagem me entra pelos olhos e sai pelo coração pensativo. Na busca do seu significado. [Valha-nos de alguma coisa as aulas de Semiótica!!!].
A partir de agora, estarão disponíveis no Olhares algumas fotografias, uma de cada vez, tiradas em qualquer lugar, onde serei apenas o captor amador, nunca o capt[ur]ado. Não é vaidade, é apenas sentido de partilha. Era um atentado reservar para o meu ego o tal “punctum” misterioso roubado ao tempo e à luz.
 
Lavrado por diesnox at sexta-feira, maio 29, 2009 | Permalink |


1 Comments:


At 2:18 da tarde, Blogger Ice-device

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